Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O PT precisa reagir ao paisagismo facial do ministro

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Durante os debates televisivos entre os candidatos à presidência da República era frequente ver e ouvir a presidenta Dilma afirmar que a Polícia Federal era dotada de total autonomia para apurar eventuais malfeitos que resultaram na 'Operação Lava Jato', sem olhar cara e cor partidária de quem estivesse porventura envolvido.

Só não se ouviu jamais ela dizer que isso valia para investigados, obviamente, mas, também, para os investigadores que ocasionalmente extrapolassem suas funções e conduzissem a investigação de forma pouco ortodoxa em relação aos princípios legais. E essa espécie de laisser faire valia para o ministro da justiça, de quem não se ouviu qualquer palavra a respeito do estilo de dirigir uma investigação tão delicada, diante das recorrentes constatações de vazamentos desse inquérito que só era sigiloso na forma como era era nominado.

Não deu outra. Ante tamanho espírito olímpico governamental, que permitiu aos policiais desafetos do governo usar a tal investigação como trunfo político da oposição, surgem agora fatos que podem mensurar o tamanho do estrago feito na votação final da presidenta Dilma, no segundo turno, quase influenciando para que a petista sofresse uma derrota a partir do golpe perpetrado pela criminosa revista Veja, provavelmente contando com a cumplicidade de alguns condutores do inquérito resultante da 'Operação Lava Jato'.

Segundo reportagem de Julia Dualibi, postada no Facebook e repercutida pelo site Brasil 247, os delegados federais sediados no Paraná, sede d citado inquérito, sequer guardaram o mínimo pudor em expressar publicamente o desempenho delinquente de seus papeis de investigadores, achando por bem atuar como cabos eleitorais de Aécio Neves. Um, o delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, participa de um grupo chamado Organização de Combate à Corrupção, cujo símbolo é uma caricatura de Dilma coberta por uma faixa vermelha de "Fora, PT!"; o outro, delegado Marcio Anselmo, coordenador da Operação, por exemplo, escreveu: “Alguém segura essa anta, por favor", em uma notícia cujo título era: "Lula compara o PT a Jesus Cristo".

Convenhamos, é demasiada autonomia dada a servidores públicos tão despreparados e acintosamente sectários. Talvez, nem a Volante de Sergipe recorresse a esbirros com esse grau de desqualificação para ir ao encalço de Lampião, quanto mais para apurar possíveis ilícitos cometidos na maior empresa do continente. Agora, cabe à direção do PT interpelar o superior hierárquico desses dois sacripantas travestidos de delegados, o ministro José Eduardo Cardozo, cobrando-lhe publicamente uma postura republicana na condução de sua tarefa institucional. Ninguém deseja que o ministro saia por aí protegendo petistas, porém, não faz o menor sentido a omissão ministerial, indiretamente já consolidada uma enorme contribuição para o cambaleante Aécio sair por aí bazofiando, do alto dos seus 51 milhões de votos, que o país está preparado para aventuras golpistas.Vai continuar barato o paisagismo facial do ministro?
(Com informações e foto do 247)

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