Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 1 de novembro de 2014

Lampedusa e os bichanos de estimação dos colonizadores

Anulação do decreto presidencial que regulamenta a participação da sociedade nos foruns consultivos do governo e a tentativa de impor um referendo como alternativa ao plebiscito proposto pelo governo para se dar o pontapé inicial à uma reforma política são os dois primeiros passos que a direita dá pra emparedar o governo. No entanto, há outro em gestação: uma tal de 'PEC da Bengala', monstrengo que trama aumentar a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do STF, serão quatro ao longo do ano que vem, e com isso evitar que a presidenta Dilma use dessa prerrogativa legal.

Enquanto essa camarilha reacionária acusa o governo petista de 'bolivarianismo', ela mesma vai agindo  com o mesmo grau de torpeza da direita venezuelana, pouco importando o regime democrático vigente. Afinal, as grandes corporações midiáticas tupiniquins são tão trogloditas quanto as do país de Hugo Chavez e, com isso, imaginam neutralizar a opinião pública, caso esta resolva ir às ruas cobrar mudanças.

Claro que estamos apenas nos primeiros momentos desse jogo, que só deverá esquentar a partir de janeiro do ano que vem, quando começa pra valer o novo mandato de Dilma. No entanto essa tática de marcação pressão em cima do governo eleito já agora aponta pra tática agressiva de impedir que o mesmo se articule, negocie, enfim governe. Terá que gastar muita energia pra não virar refém dessa onda agenda conservadora que não se dá como quebrada após o final da eleição que os derrotou.

Nesse sentido, é curioso notar a semelhança entre esse sentimento oposicionista com aquele verificado ao que experimentamos nos estertores do movimento que clamava por eleições diretas pra presidência da República, quando já respirávamos o ar pesado da conspiração em volta do malsinado
''Tancredo, já!'. E foi desse arranjo conservador que surgiu o PFL, hoje um cadáver insepulto à procura de um dr. Frankstein que o remende e faça respirar de novo.

Grande parte dos conspiradores dantanho está novamente junta nessa velhaca tarefa antecipar-se ao povo fazendo as mudanças que devem surgir do clamor popular. Nesse sentido, PSDB,  PMDB e PPS voltam a formar um corpo só. Depois do racha pemedebista que deu origem aos tucanos, bem como da mudança de nome de fantasia daqueles que passaram a vida toda fazendo careta de esquerda mas o corpo imerso nas águas turvas do mais vil direitismo, eis que voltam a cerrar fileiras na mesma causa que os moveu em 1985. Ali, alegavam operar para frear o ímpeto dos radicais de direita e de esquerda. Hoje, já sem a máscara, assumem claramente o papel de combatentes contra os avanços sociais que o continente experimenta há mais de uma década. Pelo menos dessa vez, a moderação outrora diversionista agora apresenta-se de cara lavada e facilmente identificável. Com o triste e deplorável passado de vassalos do colonialismo, embora ainda falem em mudança. Triste!

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