Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

'Dias de Ira'


Bem antes do que se esperava, antes mesmo do início do segundo mandato, o PMDB confirmou aquilo que se aguardava fosse feito mais à frente: iniciou sua ofensiva contra o governo a fim de liderar a oposição, principalmente na tarefa de inviabilizar a reforma política e a regulamentação da participação popular nos conselhos consultivos que dialogam com o governo.

Com a espetacular derrota do atual presidente da Câmara Federal na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, o mega patife Henrique Eduardo Alves, que apoiou Aécio Neves, diga-se; com o final da carreira política de pai e filha, Roseana e José Sarney, este flagrado votando em Aécio, naquele que talvez tenha sido o seu último gesto significativo como parlamentar, coroando uma carreira devotada à empulhação; com o áulico de Daniel Dantas, o deputado carioca Eduardo Cunha, liderando a derrubada do decreto da participação popular e com Renan Calheiros antecipando-se à possibilidade de plebiscito e voltando a falar em referendo pra reforma política o PMDB praticamente montou a agenda política do fim do ano, que fatalmente englobará a votação do orçamento, logo, o aumento do ICP- Índice de Chantagem Pemedebista.

Como naquele bang-bang italiano chamado 'Dias de Ira', em que Giuliano Gemma faz um pária que vaga pelas ruas sendo humilhado por todo mundo, até aprender todos os truques da pistolagem com o vilão, vivido por Lee Van Cleff, tornando-se tão temido quanto o mestre. Convivem pacificamente e desmontam várias quadrilhas de bandoleiros, até o momento em que o bandidão mata o velhinho que ajudava Gemma nos tempos difíceis. Então, no duelo fatal e final, o mocinho liquida o professor já veterano, rejeitando o pedido de clemência daquele, invocando o ensinamento que o orientava a liquidar o opositor, pois, que, senão, revigorado, esse desafeto voltaria e o liquidaria.

Por isso, depois de todos esse anos de convivência, é chegada a hora do 'ajuste de contas'. Nele, o PT tem tudo pra vencer a disputa com o veterano parceiro, mas, para isso terá que ter determinação e expertise, inclusive pra trazer pra perto de si uma parte da tropa do inimigo. A outra banda, aquela representada pelos 33 parlamentares, dos 66 eleitos, que Cunha afirma serem de oposição, terão que ser vistos como inimigos e combatidos energicamente. E logo, porque o tiroteio já começou e o adversário, tudo indica, não economizará munição.

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