
Um notícia, no UOL, chama atenção.
Quer dizer que os negócios, no Brasil, não dão certo por conta da pesada carga tributária, pela burocracia, porque não há mercado, porque falta tecnologia, e blá, blá, blá…
Então como é que um negócio como refeições fast-food, com baixo nível de sofisticação técnica e alavancado em investimentos de terceiros, como todo os negócios de franquia, se dá tão bem aqui?
O Brasil respondeu por por 45,7% a receita da rede McDonald´s na América Latina, mesmo detendo 33% da população de região.
A receita cresceu para US$ 1,82 bilhão aqui, 6,9% acima da inflação e 2,5% a mais em dólares, mesmo com a forte desvalorização cambial.
Com uma boa ajuda, claro, dos preços elevadíssimos que cobra aqui e da ditadura publicitária que faz, com seu peso de gigante.
Mas a verdade é que vende, e vende muito.
O crescimento do poder de consumo do brasileiro leva a isso, mas tem muito empresário nacional que não acredita nisso.
Redes como Cacau Show e Spoletto se tornaram gigantes porque passaram a investir, de forma organizada, em alimentação.
Quem não teve a ‘mente manaird’ e acreditou em investimentos no Brasil se deu bem.
Nos anos 90, os grandes empresários brasileiros que remanesciam saíram vendendo suas empresas, pressionados pelos seus herdeiros e gerentes yuppies, suas empresas.
Tornou-se moda empresário e executivo reclamar todo o tempo do Brasil, choramingar e fazer coro dom as previsões catastróficas.
Parecem, alguns deles, incomodados de o povão ter entrado no mundo do consumo, como se o dinheiro dos pobres não estivesse lhes dando lucros e mais lucros.
Acham normalíssimo o Itaú se entupir de dinheiro aqui dentro e ir lá a Genebra dizer que o Brasil vai mal.
O McDonald’s, gringo e semi-escravocrata até a medula do hamburger, não vacilou: aumentou em 110% sua rede, com mais 81 lojas. E isso mesmo tendo de acertar um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho, para reduzir os abusos com o horário de seus trabalhadores.
Parece que, para as nossas elites empresariais, “é feio” acreditar no Brasil.
(Fernando Brito)

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