Aos poucos, o parlamento brasileiro tenta livrar-se da sujeira lá deixada pelos privatas caribenhos que transformaram um dos poderes da República brasileira em balcão das negociatas mais escusas, culminando com a compra de um segundo mandato ao privata-mor, Fernando Henrique Cardoso, ao custo de R$200 mil por parlamentar que se prestou à patranha.
Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou duas propostas de emendas constitucionais que apontam para a convivência eticamente defensável entre o exercício eventual de um mandato e o instituto da reeleição. Uma, prevê a renúncia dos chefes do poder executivo seis meses antes de concorrer à reeleição, fazendo com que esses governantes concorram em igualdade de condições com os adversários; a outra, impede prefeitos que cumprem um segundo mandato em determinado município mudem de domicílio eleitoral para concorrer a um terceiro mandato em outro município, terminando com a figura do prefeito nômade.
Assim, por mais lenta que seja a mudança desejada ela ocorre e nos permite vislumbrar regras mais hígidas para os nossos processos eleitorais. Que avance para por cabo ao poder econômico como determinante fator de escolha dos nossos representantes é o que todos queremos para o futuro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário