Políticos gaúchos e catarinenses cobraram hoje (13) a criação de uma
Frente Parlamentar Mista no Congresso Nacional pelo Fim da Violência
contra as Mulheres. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul foi
pioneira na ideia – também presente em 51 câmaras de Vereadores do
estado, além da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Uma audiência
pública, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, reuniu nesta
quinta-feira representantes dessas frentes, de movimentos sociais e
senadores.
“Queremos que o Senado e a Câmara possam ter também a Frente Parlamentar
de Homens [pelo Fim da Violência contra as Mulheres] porque é daqui, da
nossa capital federal, que podemos encorajar outros parlamentares do
Brasil a também criar o grupo no seu estado, nas suas comunidades, para
debater esse assunto e ajudar a fazer essa transformação da cultura
machista”, disse o coordenador da Frente no Rio Grande do Sul, Edegar
Pretto.
Segundo ele, os parlamentares precisam usar a tribuna para cobrar mais
recursos e mais políticas públicas que combatam a violência contra a
mulher. O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a importância da
iniciativa, sobretudo por ser pioneira numa região culturalmente
machista como é o Sul do país. Paim garantiu que, tão logo as
assinaturas de adesão para a frente sejam recolhidas entre deputados e
senadores, o grupo será criado também no âmbito do Congresso.
Durante a audiência pública no Senado o grupo reconheceu avanços do
governo federal no enfrentamento da questão como a criação da Secretaria
de Políticas para as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher 180 e o
Programa Mulher Viver sem Violência, mas por meio de uma carta
reivindicaram mais delegacias especializadas de atendimento a mulher,
além da instalação de juizados de violência doméstica e familiar contra a
mulher, mais casas abrigo e centros e reeducação de agressores.
Edegar Pretto também pediu apoio dos parlamentares para que na Copa do
Mundo o Brasil promova campanha de combate à violência contra a mulher. O
deputado gaúcho tenta também uma audiência com o ministro da justiça,
José Eduardo Cardozo, para debater o tema.
(Agência Brasil)

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