Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Cu de abelha é doce, mas tem ferrão.



Quando o então prefeito petista, Edmilson Rodrigues, tomou posse em janeiro de 1997 teve contra si a redução da cota-parte do ICMS, medida sumária do governo do estado, comandado pelo tucano Almir Gabriel e executado pelo secretário de Planejamento Simão Jatene. Ressalte-se que, nos quatro anos anteriores de gestão Hélio Gueiros, Belém era aquinhoada com o percentual de 39% do total arrecadado e, sem nenhum sinal de queda significativa na atividade econômica da cidade, o governo do estado foi reduzindo esse percentual até chegar a 23%, no último ano da gestão petista. Digna, ainda, de menção foi a omissão criminosa da justiça paraense com essa tunga, só resolvendo, e em favor da PMB, esse caso que se arrastava por mais de dez anos quando a petista Ana Júlia governava o Pará, reforçando as suspeitas da má vontade de um judiciário de perfil tucano.
Lembro desse episódio ao ver como O Liberal, que já foi o mais lido jornal no estado e hoje não passa de um reles e desprezível panfleto de luxo do tucanato, colocar-se a reclamar sem razão da queda de repasses do Fundo de Participação dos Estados ao Pará, por parte do governo federal, sugerindo uma possível discriminação a um ente federado, quando tomou partido da tunga imposta pelo governo tucano à administração petista da PMB, sendo mais grave a situação de hoje porque não há debate a respeito do assunto. Não é explicado, por exemplo, o porquê da reclamação quando o repasse cresceu 7,2%, no ano passado, em relação ao que foi pago em 2012. Não explica, também, porque o governo do estado chegou ao mais baixo índice de investimentos na economia paraense nos últimos dezoito anos, resultando disso algo inédito há muito tempo: déficit na geração de empregos.
Claro que não há discriminação, muito menos sentimento de vingança. O que há, de fato, é que o estado chegou na sua pior fase administrativa dos últimos tempos, em que o titular do cargo dá-se ao luxo de tirar vários períodos de férias por ano, invertendo os papéis que deveriam ser desempenhados conforme juramento prestado na posse, dando à interinidade prometida um caráter de efetividade que tem gerado o rosário de mazelas que nos proporcionam a batida de alguns recordes negativos, daí ficar claro que esse chororô não passa de marketing de quem não governa, mas também não quer largar o osso. Lamentável!

Nenhum comentário: