
Pegar uma foto de alagamento e usá-la como atestado da incompetência administrativa parece um exagero. No entanto, quando a população elege um prefeito em cima das promessas inverossímeis que fez, pior, a partir da crítica totalmente destrutiva em cima de administrações anteriores, isto merece uma cobrança mais severa na medida em que espelha a exploração da boa fé da população.
Zenaldo é um fiasco talvez até pior do que foi o ladravaz D. Costa, este foi apenas o instrumento da direita pra destronar o PT, que já governava a cidade há oito anos, hoje, sabe-se, com um saldo positivo infinitamente maior disso que experimentamos há nove anos. O tucano, não. Era a modernidade administrativa que vinha para despolitizar a condução dos destinos da cidade e mostrar como se constrói uma cidade agradável de se viver nela.
Humhum, pois sim. Em um ano percebeu-se que o atual alcaide não avança um milímetro daquilo que o antecessor apresentou, em termos das respostas ao poder econômico que aposta pesado em certas candidaturas. Está aí a compra do prédio ocioso do 'Porto Dias' que não nos deixa mentir. Enquanto a cidade busca desesperadamente meios de atendimento à demanda por saúde a quem não tem recursos financeiros pra contratar um plano de saúde privado, o prefeito lança mão de uma fábula em recursos públicos pra socorrer uma organização privada a capitalizar-se, vendendo essa tenebrosa transação como a saída pro problema, quando todos sabem que isso não ocorrerá.
A única diferença entre os dois gestores é que o atual foi mais polido e pediu autorização ao Poder Legislativo a fim de endividar o município pra essa transação; enquanto o alcaide anterior tentou fazer transação semelhante, embora menos cara, na marra. Todavia, a má aplicação dos recursos públicos são semelhantes e por um singelo motivo: a contratação de médicos, de equipes do saúde da família, aquisição de medicamentos e quejandos, fundamentais pra oferta de um serviço qualificado, são classificados por administradores com esse perfil de gasto desnecessário. Resumo dessa ópera: Belém ficará R$90 milhões mais pobre e seu setor de saúde pública continuará a conviver com os mesmos problemas de sempre. Mas com a propaganda oficial mostrando um cartão postal em forma de hospital de retaguarda digno de uma superprodução cinematográfica. Triste!

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