O pefelista Paulo César Quartiero é um delinquente investido em um mandato parlamentar, pois respondia até dezembro último no STF a seis ações penais, bem como era investigado em oito inquéritos. A partir do mês citado, foi alvo de mais um processo administrativo criminal a partir de um boletim de ocorrência policial acusando-o da prática de três crimes. Joaquinzão Carcereiro, relator do dito inquérito e dando mostras, mais uma vez, da seletividade de seu rigor, simplesmente encaminhou à Casa(o STF) "o resultado das perícias realizadas e de todas as outras eventuais informações referentes aos acontecimentos investigados neste inquérito" e foi pro exterior curtir as generosas diárias que se auto concedeu.
Nesse último inquérito, aberto após o delinquente em tela ter liderado um protesto contra a demarcação das terras indígenas que resultou no bloqueio na Rodovia BR-174 e isolou o estado de Roraima, uma das acusações é de que foram queimados no leito da rodovia várias pilhas de pneus ao que Quartiero respondeu com a notável delinquência que o caracteriza justificando, "Tinha um monte de pneu que estava criando dengue e aproveitamos para fazer a limpeza sanitária, queimamos tudo".
Claro que esse cinismo é decorrente de alguém que crê, com boa dose de razão, na eficácia da impunidade graças à omissão de quem tem o papel de extirpar da vida pública figura tão nefasta ao povo brasileiro. Então, segue Quartiero como um dos 594 representantes do povo brasileiro no Congresso Nacional. Mesmo pesando contra si as acusações de sequestro, cárcere privado, ameaça e incitação ao crime, desacato, dano e furto qualificado, crimes contra a ordem econômica, a segurança nacional, ao meio ambiente e sonegação de contribuição previdenciária. E tudo isso completando uma década este ano, quando invadiu uma missão religiosa e sequestrou três padres ligados à causa indígena. Tudo, repita-se, contando com a omissão criminosa do Supremo Tribunal Federal. Deplorável!

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