Quem passar pela avenida Augusto Montenegro, ali pelas cercanias do Entroncamento, verá em frente aos estabelecimentos atacadistas de vendas de doces e balas amontoados de pessoas esperando para receber seus pacotes. Depois, esse verdadeiro exército da informalidade invade os ônibus que circulam na Região Metropolitana de Belém vendendo esses produtos pela metade do preço, como se fossem empreendedores arrojados a reduzir seus percentuais de lucro, compensando essa redução com o aumento das vendas.
Qual nada. Na verdade, essa tropa subempregada apenas é instrumento da sonegação das obrigações fiscais daqueles que os exploram e surrupiam aquilo que deveriam pagar ao estado como a contrapartida daquilo que lucram. No entanto, preferem matar dois coelhos como uma só paulada. É o capitalismo manifestando-se na sua forma mais abjeta e anacrônica, no entanto, nem por isso deixada de lado pois encontra guarida na omissão e na conivência daquelas instituições aparentemente criadas para defender a sociedade, mas, que, na prática, legitimam a exploração capitalista através dessa omissão. Lamentável!

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