A Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará(ARQPEP) conseguiu cerca de R$1 milhão de recursos junto ao BNDES a fim de restaurar o centenário prédio da instituição, há muito tempo sob o risco de um curto circuito que destrua um acervo de mais de três séculos. Como o Arquivo é subordinado administrativamente a SECULT, os mentores da idéia submeteram o projeto aprovado na instituição financeira ao secretário de cultura.
Pra que! O dândi ao tucupi, tudo indica envolvido pelos fluidos da arrogância dos privilegiados dos tempos áureos da borracha, rodou a baiana(a passista, a porta-bandeira e o destaque alegórico) e esculachou o dito projeto, sobrando também para a direção do BNDES, acusada de desconstruir a gestão criteriosa que o banco tinha à época dos Privatas do Caribe(risos!). Depois do chilique de contornos momescos, alguém lembrou que, na semana passada, esse mesmo BNDES liberou uma bolada de cerca de meio bilhão de dólares pra Simão Lorota gastar em obras emergenciais que coincidam com a campanha de sua recandidatura e pegaria muito mal um secretário, da mais estrita confiança do governador, colocar sob suspeita a instituição financeira que socorreu a atualmente muito mal afamada lorotocracia.
Pelo jeito, 'Lenço Branco' voltará atrás, aprovará o projeto da ARQPEP, permitirá que terceiros realizem a obra que a própria secretaria já devia ter providenciado salvando-se, assim, um dos maiores acervos bibliotecários de nossa região. Quanto às enchaquecas decorrentes da desfeita ao "gênio", que recorra a supositório de Tylenol embebido em unguento à base de pimenta dedo de moça. Credo!

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