Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 25 de agosto de 2013

O quadro sucessório


Dilma subiu sete pontos na preferência do eleitorado, segundo a última pesquisa divulgada pelo Estadão; depois que constatou a consolidação da candidatura, pelo PSDB, de Aébrio Never, Serra convocou o pai desnaturado, Álvaro Dias, para tomarem de assalto o feudo partidário do salafrário Freire e entrarem na disputa em dobradinha; a Rede de Marina está prestes a se esborrachar no chão por falta de adesões, obrigando a beata das ongs estrangeiras a iniciar deplorável peregrinação entre legendas já existentes para ver uma que abrigue sua desmedida ambição de governar o país.
Grosso modo, esse é o quadro sucessório até aqui, fora aquelas candidaturas, tipo Eymael, penduradas no horário eleitoral apenas para fazer o jogo velhaco de quem lhes banca. A subida de Dilma, praticamente fez o país retornar ao quadro anterior às manifestações de junho. Mesmo sem ter recuperado tudo que foi perdido na primeira pesquisa pós manifestações, é inegável que essa subida de sete pontos faz da presidenta novamente favoritíssima a um segundo mandato.
À oposição resta torcer por outro acontecimento espetacular que embole o jogo, pelo sucesso da pulverização entre os pretendentes e pela manutenção da atual legislação, capaz de garantir a enorme influência do poder econômico e midiático na inglória tarefa de produzir algo que mude significativamente essa tendência. Por enquanto, o fato mais espetacular é o propinão da bandidagem tucana na cartelização das licitações para a construção do metrô paulista, negociata de fazer corar de vergonha Ademar de Barros e Paulo Maluf.
Com as gangues midiáticas na defensiva para dissimular o impacto dessa colossal roubalheira na opinião pública, resta à base política do governo fazer a sua parte e mostrar aos cidadãos e cidadãs que o país segue bem governado. Mas, para isso, precisa pactuar que os interesses da nação são diametralmente opostos aos que defendem Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha, Eduardo Paes e demais eduardos pemedebistas useiros e vezeiros em fazer de governos trampolins para realização dos objetivos mais escusos.
Não se trata de 'racha', e sim de aproveitar a retomada da normalidade política do país e usar o capital político que recupera para fazer as mudanças reclamadas, mesmo que essas não agradem esses eduardos, as mônicas, os sérgios e todos aqueles que fazem das tripas coração em favor do imobilismo. Não é tão fácil, todavia é urgente e a garantia do compromisso com o eleitorado brasileiro, firmado desde a primeira eleição de Lula em 2002.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tenho a impressão de que a tal "queda nas pesquisas", na verdade, nunca houve, não passou de uma tentativa de se construir um quadro, uma tendência que pudesse alterar o quadro sucessório de 2014, que a meu ver continua cada vez mais favorável à candidatura do governo, principalmente em razão do esfacelamento dessa oposição amadora.

Neto