Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo
Cardozo, assinaram nesta quinta-feira, 7, em Brasília, acordo de
cooperação técnica para a inclusão do público prisional no Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O
investimento no programa será de R$ 180 milhões.
O acordo
estabelece a oferta da Bolsa-Formação, que inclui os custos do curso e
com transporte para estudantes que cumprem penas de privação de
liberdade e egressos do sistema prisional. O programa atenderá pessoas
nos regimes aberto, semiaberto, fechado e de prisões provisórias, além
daqueles que já cumpriram as penas.
Até 2014, serão oferecidas 90
mil vagas – 35 mil já garantidas este ano. Os beneficiários serão
selecionados pelo Ministério da Justiça e encaminhados aos cursos em
unidades de ensino credenciadas pelo Ministério da Educação, como
institutos federais de educação, ciência e tecnologia, unidades do
Sistema S e escolas técnicas estaduais. Todas as unidades da Federação
participam da cooperação.
De uma população carcerária de mais de
500 mil pessoas, apenas 2,9% tem qualificação profissional e cerca de 5%
é analfabeta, o que dificulta a entrada no mercado de trabalho após o
cumprimento da pena. “Estamos buscando estimular a ressocialização dos
presos, e a educação é uma oportunidade para que o egresso tenha mais
oportunidades de conseguir um emprego”, disse Mercadante.
A
oferta de cursos será baseada na demanda de cada unidade federativa a
partir da escolaridade e do gênero da população carcerária. Haverá
cursos nos níveis de ensino fundamental e médio, completos ou
incompletos.
Os privados de liberdade que participarem do
programa terão a pena reduzida. A legislação de execução penal define
que para cada 12 horas de estudos regulares há remissão de um dia. Terão
prioridade aqueles que cumprem pena em regime semiaberto, uma vez que
podem ir do estabelecimento penal para o local do curso sem a
necessidade de escolta. Caso haja demanda, o programa permitirá a
criação de turmas mistas. Assim, os detentos assistirão às aulas em
turmas regulares.
Para o ministro José Eduardo Cardozo, como os
presídios brasileiros não apresentam condições para a recuperação dos
presos, o programa fortalece a reinserção na sociedade. “Ter a
oportunidade de estudar melhora a condição de recuperação da pessoa que
sofre condenação penal”, afirmou.
Os dois ministros anunciaram, ainda, a intenção do governo federal de garantir, por lei,
a conclusão dos estudos aos filhos de agentes públicos de segurança
mortos em decorrência da função. O anúncio foi feito durante a
solenidade de assinatura do acordo de cooperação técnica para a inclusão
do público prisional no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e
Emprego (Pronatec), na manhã desta quinta-feira, 7, em Brasília.
A
fim de efetivar a medida, o Poder Executivo federal enviará ao
Legislativo projeto de lei com as alterações necessárias na legislação
que regulamenta o Programa Universidade para Todos (ProUni) do
Ministério da Educação. Segundo os ministros, a proposta deve ser
encaminhada ao Congresso Nacional ainda este ano.
De acordo com
Mercadante, a iniciativa permitirá a concessão de bolsas do ProUni a
filhos de policiais e outros agentes de segurança, como os
penitenciários. “É dever do Estado garantir que os filhos de policiais
mortos em serviço tenham o direito de concluir um curso superior, se
assim o quiserem”, afirmou o ministro.
Criado em 2004, o ProUni
concede a estudantes brasileiros de baixa renda, bolsas de estudos
integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares
de educação superior que ofereçam cursos de graduação e sequenciais de
formação específica.
Caberá ao Ministério da Justiça, em
articulação com as forças policiais federais, estaduais e municipais,
elaborar cadastro para identificar os possíveis beneficiários.
(MEC)

2 comentários:
Isso é que é saber governar com responsabilidade. Agora creio que os que se encontram privados de sua liberdade vão poder encontrar o caminho. A educação é um direito de todos. Sabemos que muitos que estão presos querem apenas uma oportunidade. E o governo do PT vai dar esta oportunidade. Portanto, só me resta dizer: Vida longa à Presidenta Dilma, ao PT e a todos os Homens e Mulheres deste pais que trabalham com o ideal de Justiça, Solidariedade e de Paz.
Obrigada por esta bela notícia Na Ilharga. Um abraço.
Luna
Um grande abraço, amiga Luna.
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