A operação foi resultado de uma representação encaminhada pela coligação do candidato José Serra (Avança São Paulo – PSDB, PSD, DEM, PV e PR) à Justiça Eleitoral. A ação alega que o jornal da entidade contém matéria que "denigre" a imagem do candidato tucano a prefeito de São Paulo. A concessão de liminar foi assinada pela juíza Carla Themis Lagrotta Germano. Alguns jornais procuraram o sindicato para repercutir a movimentação antes mesmo de ação de apreensão começar.
O jornal trazia entre suas reportagens uma que analisava as principais candidaturas à prefeitura de São Paulo. E declarava o apoio da maioria da direção executiva da entidade a Fernando Haddad (PT). Segundo dirigentes da entidade, Haddad foi o único dos postulantes a receber o documento Agenda da Classe Trabalhadora e a se comprometer com pontos do texto relacionados a reivindicações de interesse dos trabalhadores elaboradas pelo movimento sindical.
“O Sindicato tem quase 90 anos e sempre defendeu a liberdade de expressão. Desde o ano passado estamos fazendo o debate, com os bancários, do que afeta a vida dos trabalhadores. Além da campanha salarial e por melhores condições de trabalho, somos um sindicato cidadão se preocupa com a cidade, o estado e o país em que os trabalhadores vivem.
Sabemos da importância desse debate”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Os trabalhadores têm direito a analisar as propostas dos candidatos. Pode haver divergência, mas repudiamos a censura e sempre lutamos pelo fortalecimento da democracia”, ressalta a dirigente, lembrando que a FB coloca em prática o bom jornalismo. “Só não pudemos noticiar o plano de governo de um dos candidatos que não tem seu material divulgado nos sites oficiais da campanha.”
Para
o presidente da CUT, Vagner Freitas, a ação agride o direito de informação dos
trabalhadores. “Todos os veículos se expressam e respeitamos. Defendemos a
liberdade de imprensa, o direito à livre manifestação e foi isso que colocamos
em prática. É o nosso ponto de vista, podem concordar ou discordar, mas não
censurar”, ressalta o dirigente. "A democracia pela qual tanto lutamos não
prevê que só um segmento da sociedade que é privilegiado pela imprensa
comercial convencional tem o direito de se expressar."


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