Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

De fazer inveja ao pastor Divino

Um esquema de desvios organizado dentro do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte bancou diárias de até 11 mil euros em hotéis de luxo em Paris, a compra de seis carros avaliados em R$ 1 milhão e a construção de uma pousada à beira-mar.
É o que disse em depoimento o casal que confessou operar fraudes em pagamentos de precatórios, investigadas pelo Ministério Público.
Na última semana, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) afastou dois ex-presidentes do tribunal apontados como participantes do esquema.
Carla Ubarana, 41, chefiou durante cinco anos a divisão responsável pelos pagamentos. Ela e o marido, George Leal, 45, disseram que os desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro ficavam com a maior parte dos desvios.
Com os cerca de 30% que afirmam ter recebido, Ubarana e Leal compraram imóveis, trocavam carros constantemente e fizeram quatro viagens à França só em 2011.
Os gastos com diárias ultrapassaram R$ 1,2 milhão. “Nas últimas viagens principalmente, porque os hotéis eram muito luxuosos”, disse Leal em depoimento.
Ele também comprou cinco terrenos avaliados em R$ 3 milhões em Baía Formosa (97 km de Natal), onde construiu uma pousada.
Enquanto a pousada não abria, os dois iam à casa de praia aos finais de semana, com os dois filhos e a babá. O casal também tinha uma governanta que dava aulas de reforço aos filhos, levava-os à escola e pagava contas.
O casal confessou após negociar delação premiada, em busca de benefícios com a colaboração. A defesa diz que eles só falam em juízo.
Colegas de trabalho de Carla Ubarana disseram à Justiça que ela costumava “ostentar riquezas”. Para conhecidos, a renda e o estilo de vida do casal vinham da empresa de construção do marido.
A Glex Empreendimentos movimentou R$ 1,4 milhão entre 2008 e 2010, mesmo sem vínculos empregatícios e declaração de inatividade no período, conforme revelou a quebra de sigilo fiscal.
LARANJAS
Valores ganhos com precatórios (dívidas do poder público que devem ser pagas por decisão da Justiça) iam parar nas contas da empresa e de possíveis “laranjas”, como funcionários do casal.
O esquema, segundo o depoimento da ex-responsável pelos pagamentos, lucrou com rendimentos de contas que recebiam dinheiro de processos. Por isso, nenhum processo deixou de ser pago, afirmou Ubarana.
Mais de 1.800 pessoas estão na fila de espera dos precatórios devidos apenas pelo Estado e pela capital. Os primeiros da lista aguardam o pagamento há 12 anos.
O casal está em prisão domiciliar na casa onde vivem, em bairro nobre de Natal.
Policiais do Bope ficam dia e noite em frente à casa decorada com palmeiras e vizinha a condomínios e escritórios de advocacia.
(Os Amigos do Brasil)

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