É isso mesmo. O projeto do Executivo estadual para prorrogar os contratos temporários na administração direta e indireta foi aprovado nesta manhã na Assembleia legislativa do Pará.
É um tremendo retrocesso que contou com os votos favoráveis de 23 deputados que apoiam o governador Simão Jatene (PSDB). A proposta do governo recebeu os votos contrários das bancadas do PT e do PSOL.
O projeto de Lei Complementar 02/2011 altera a LC 07/1991, estendendo de seis meses para um ano, podendo prorrogar até dois anos, o prazo das contratações temporárias no Estado. Com isso, retorna a velha tática tucana de garantir um quadro político com a contratação de centenas de funcionários temporários. E o pior, deixando de lado os concursados do Pará, que se debruçam, se dedicam e se qualificam profissionalmente, mas que não serão contemplados com a vaga de concursado, haja vista a aprovação do projeto.
A bancada do Partido dos Trabalhadores ainda tentou garantir o direito do concursado assumir a vaga destinada ao temporário. Apresentamos emenda aditiva que dizia: “A contratação por tempo determinado não será efetivada se, para a vaga a ser preenchida, houver pessoa aprovada em concurso público, ainda em validade, em cargo de atribuições iguais ou assemelhados”. Infelizmente, a proposição foi reprovada pelos deputados da base governista.
Além de “safadinho”, o projeto ganhou outras denominações no plenário da Alepa. O deputado Edilson Moura (PT) afirmou que a proposta nada mais é do que um entulho.
Já Edmilson Rodrigues disse que é uma imoralidade aprovar um texto como esse, e que a lei é perversa.
E mais negativo ainda é que o projeto garante que acabando os dois anos de contrato do temporário, ele ficará afastado por seis meses, voltando no fim desse período para ficar por mais dois anos, ou seja, dentro do mandato do governador de quatro anos, o temporário estará garantido no cargo por três anos e meio.
Hoje, o que vimos na Assembleia é mais um passo para a inconstitucionalidade, já que o Pará sempre viveu esse drama, com vários episódios de demissões em massa de trabalhadores temporários. Além disso, o projeto enviado pelo governador Simão Jatene (PSDB) não tem respeito com a Associação dos Concursados do Pará. É o empreguismo generalizado, com mais servidores temporários do que concursados.
Nota do NaIlharga-O mínimo que se espera é que o Ministério Público ao menos honre o que já vinha realizando, através dos TACs que obrigava o governo do estado assinar, e faça Lorota retroceder nessa sua sanha de assaltar os cofres estaduais povoando de áulicos do conluio que o elegeu as diversas secretarias, dando uma banana aos que prestaram concurso público e demonstraram-se aptos a ingressar no serviço público por méritos próprios.
(Blog do Bordalo)

2 comentários:
É preciso que o povo vá às ruas e protestar veementemente contra esta medida estapafúrdia deste des-governo. Parece até que ele enlouqueceu de vez. E lugar de doido é no manicômio, e não no mais alto poder de um Estado. Os concursados que fizeram tantas revoltas no governo Ana Júlia devem agora se reunir e protestar nas ruas e praças até serem ouvidos pelo judiciário, não estadual, que é todo comprado, e sim na esfera federal. Vamos guardar com todo carinho o nome destes deputados que votaram com este des-governo e vamos dar o troco nas eleições municipais e estaduais. Vamos plantar um pé de cá-te-espero.
Ilharga,
Precedentes para o futuro, em pouco tempo diversos projetos de lei de reestruturação de órgãos aprovados sem precisão de pirotecnia. O IML que tanto fez espalhafate no governo do PT vive mais uma vez o dilema de "espera que daqui para o ano que vem vamos conseguir" e assim o tempo vai passando e os funcionários se enterrando. Viva! os Temporários.
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