Quando veio à tona a ladroagem na Assembleia Legislativa, ficou claro que era preciso abrir uma CPI que apurasse a fundo aquela colossal delinquência, pois, além dos milhões de reais desviados havia, no assalto, as impressões digitais de inúmeros parlamentares, inclusive de dois ex-presidentes da Casa- Mario Couto e Domingos Juvenil.
Foi aí que entrou em cena a operação abafa do conluio PSDB/PMDB, primeiro através de uma investigação feita pela Polícia Civil, a cargo do atual delegado-geral, que só não entrou para o anedotário porque o assunto é demasiadamente sério e desagradável; e depois surgiu a investigação feita pelo Ministério Públio Estadual, usada como motivo pelo tal conluio a fim de impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito. A cargo de apenas dois promotores desde fevereiro, fica claro que o volume de trabalho é excessivo apenas para duas pessoas, por mais boa vontade que tenham, pois a ladroagem se deu de forma tão frenética e continuada que é impossível prever aonde vai parar.
Pois bem, agora, em pleno desenrolar dos acontecimentos, surge notícia veiculada pelo Repórter da Ditadura(70) dizendo que o promotor Arnaldo Azevedo deve deixar as investigações e retornar a Paragominas, onde é lotado. De cara, significa dizer que qualquer prazo previsto para o encerramento dos trabalhos terá fatalmente de ser prorrogado em pelo menos mais 50%. Logo, fica claro que a tática dos contra a CPI está funcionando e tão cedo não se terá qualquer conclusão da investigação com apenas um promotor no caso.
É sempre bom lembrar que, pelo Regimento Interno da Alepa, uma CPI tem sessenta dias para concluir seus trabalhos, podendo haver apenas uma prorrogação por igual período, ou seja, em quatro meses tudo estaria apurado, até mesmo porque uma CPI têm poderes para convocar quem quer que seja, bem como solicitar o documento que bem entender a qualquer orgão ou instituição, o que contribuiria com a celeridade da investigação e posterior punição dos ladrões.
É o velho truque funcionando eficientemente e permitindo que mais uma quadrilha seja posta sob a proteção do manto da impunidade, que acoberta tanto patife a ponto de um dos mais notórios entre eles até hoje conseguir impedir que seus mafeitos sejam julgados e ele ainda seja considerado "inocente" até por jornalistas de credibilidade incontestável. Lamentável!

2 comentários:
Seu Jorge,ainda teve o Inquérito Policial presidido pelo Rogério Moraes, não se sabe o que deu, comentam lá na DIOE que o Inquérito é uma piada, apenas ouviram a Mônica Pinto e alguns funcionários de baixo escalão, uma vergonha tucaniana, ensebada pelos ladrões do PMDB.
João Revoltado Parsival Anaice da Silva
Fala Jorge,
Vale mencionar que o procurador Medrado também mandou abrir inquérito para investigar as falcatruas na compra do Hospital Jean Bitar e na "licitação" envolvendo a Delta.
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