A aprovação das contas do PMDB/Belém, referentes a eleição de 2008, reflete uma bondade excessiva daquele tribunal para com o partido de Jader, por sinal, não sendo esse caso o primeiro. A tal ponto que o advogado pemedebista, Hamilton Guedes, de tão eufórico, manifestou desejo de que a tal decisão crie jurisprudência. Haja óleo de peroba!
Curioso ver que a própria Controladoria de Contas do TRE, bem como a Procuradoria Eleitoral posicionaram-se contra a aprovação por entenderem que a Vale Manganês é subsidiária da Vale, logo, pode haver recursos de convênios com o poder público inseridos em suas contas. Mesmo assim, contra argumentos e pareceres técnicos os votantes resolveram aprovar as contas pemedebistas, julgando legal que a subsidiária da Vale colocasse R$1,2 milhão na campanha de Priante.
Certamente que a Procuradoria Eleitoral recorrerá às instâncias superiores, quando surgirá a oportunidade de termos mais luz lançada sobre esse debate. No entanto, o eufemismo da jurisprudência apresenta-se como algo profundamente condenável devendo ser combatido enquanto está apenas nascendo, antes que se construa um novo dreno de recursos públicos para bolsos privados e campanhas milionárias.

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