Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Corporativismo é sempre prejudicial

Não nutro nenhuma simpatia política por Marinor Brito, mas penso que ela está coberta de razão em relação ao affair com a Associação dos Magistrados. Esta, ao colocar a carapuça, passou a ser vista como defensora não daquilo que declara em sua nota, mas, de qualquer decisão, mesmo quando posta sob suspeita.
Não podemos viver eternamente sob a égide de generalidades e formalismos. O momento não é bom para o judiciário e a decisão que absolveu o deputado Seffer calou muito mal na opinião pública; assim como a tentativa de reduzir os poderes do CNJ não não é nada simpático. Nesse sentido, a nota emitida foi, no mínimo, inoportuna porque não foi vista como defesa de uma conquista que livra juizes de pressões, mas defesa da corporação a qualquer custo.
É preciso que se entenda que, antes dos interesses de qualquer segmento, está o interesse da sociedade. Se os interesses desta são contrariados, não há corporação que sustente as liberdades democráticas, logo, mesmo que admitamos algum exagero nas palavras da senadora, como legítima representante do povo, por sinal, condição garantida pelo próprio Poder Judiciário, ela visou o interesse coletivo de forma elogiosa, pois poderia demonstrar a gratidão que a Associação cobrou de forma oportunista silenciando.
Talvez, o melhor a ser feito é dar o caso por encerrado, evitando-se que Marinor seja transformada em vítima, bem como a Associação dos Magistrados vista como uma entidade que cala reclamos justos da sociedade.

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