Isto resumiria, de pronto, a ópera-bufa que o factóide realmente é, com seus personagens caracterizados na sua mais desnuda transparência: um político decadente debatendo-se em busca de um naco de poder; o filho deste, desesperado para bem desempenhar a inglória missão de resguardar o espólio político, ameaçado de dilapidação por abutres do entorno; três áulicos da mesma família cumprindo resignada e alegremente seus papeis de coadjuvantes e mais meia dúzia de figurantes a quem foi prometida uma ínfima fatia desse poder.
Claro que, dito assim, não há qualquer pompa ou circunstância que solenize o factóide, então, recorre-se ao velho ardil que a direita brasileira nunca abriu mão de usar e que Machado de Assis tão bem dissecou na Teoria do Medalhão. Aí a "casa velha vira palacete à sombra dágua". Credo!

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