Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oriente Médio em chamas

É espantoso que os acontecimentos revolucionários verificados em países como o Egito, Arábia Saudita e Tunísia sejam balizados no noticiário tupiniquim pelas preocupações israelenses com a perspectiva de surgirem governos de orientação muçulmana.
Sempre tão zelosos dos valores da democracia liberal de inspiração utilitária, oriunda das terras do Tio Sam, nossos colunistas ignoram solenemente o despotismo egipcío como fator dos levantes por mudanças; assim como ignoram a grande mobilização de trabalhadores indo às ruas para exigir mudanças de orientação governamental em terras tunisianas. Preferem mostrar velhinhos estadunidenses assustados com a comoção social, sempre sugerindo que se trata de baderna e violência fundamentalista.
Certamente não é. e mais cedo ou mais tarde, atropelada pelos fatos, nossa mídia reacionária terá que se adequar aos fatos, assim como Israel também terá que se ajustar à nova geopolítica da região, que caminha para uma postura de não mais tolerar a prepotência de seus governos de extrema direita contra populações desarmadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Jorjão,

O serviço secreto das grandes potências mundiais parece que foi desativado. Os americanos precisaram de 30 anos para descobrir que o ditador egipcio está levando milhões de pessoas à mais violenta degradação. Hoje, 40% da população do Egipto vivem com menos de 2 dolares por dia. A situação é pior que no Marajó. Mas a mudança de governo vai enfraquecer a posição estadunidense na região e fortalecer a posição do Irão. Os americanos e Israel terão que parar de ficar exigindo que o Irão acabe com as suas ogivas núcleares. Noutras palavras, tão fufu. Isso mostra, por outro lado, que Lula estava certo ao se bandear para o lado do Armadilhajá. Por que até agora a União Européia não se manifestou sobre a situação do Egito e da Argélia? Simples: quanto menas ( como diria o ex-presidente Lula) confusão, melhor. Só a França e a Inglaterra, em nota conjunta e muito tímida, fizeram comentários sobre os conflitos. O problema da imprensa continua inalterado há anos: falta competência e interesse para cobrir um assunto dessa importância.