O governo Simão ainda não começou. Até agora, tudo que fez reporta-se ao governo passado, seja na contratação de concursados, na colocação de policiamento nas ruas, arrecadação, respeito aos direitos dos trabalhadores da educação, Detran e outros orgãos, enfim, nada que indique que houve troca de comando no Estado, apenas a gaiata impressão que o piloto sumiu.
Impressionante como parece se tratar de um governo de sinal trocado, pois desde o dia em que foi baixado édito cortando despesas, estas passaram a ser feitas com mais generosidade. Para o aluguel de carros de luxo em substituição aos populares usados na administração passada, para alugar mansão para o vice-governador, para a contratação de assessores, gastos sem licitação na Seduc para beneficiar empresa com endereço falso(ler Perereca da Vizinha) contratação de uma legião de parentes dos novos gestores e materialização de todo um mosaico que compõe as mazelas do serviço público às custas do erário.
Dentro dessa lógica do sinal, talvez fosse o momento de se rogar ao governador que revogue o dito decreto moralizador e libere geral. Talvez isto gere um certo constrangimento e se adote um procedimento mais parcimonioso e, além de iniciar de fato o governo passe a ajustar a fala à prática e se use o dinheiro público de forma mais decente.
Um comentário:
O governo despótico de Simão prepara o estado para funcionar de acordo com os interesses espúrios da burguesia, cortando gastos com servidores e políticas sociais e enchendo o cofre dos grandes grupos econômicos que bancaram sua eleição.
Do ponto de vista administrativo o governo é um homérico fiasco, aparelhando os órgãos públicos estaduais com fundamento exclusivo no patrimonialismo oligárquico. O servidor efetivo é humilhado pelos DASs tucanalhas e pelo arrocho salarial.
O governo plutocrático de Simão é ótimo para a classe dominante.
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