Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A jumentalidade parlamentar atacando a educação


Esse negócio de punir professor pelo cometimento de "assédio religioso" é coisa de reacionário ignorante. Aliás, a expressão em si já demonstra que o tucano, autor do projeto ora em tramitação na Câmara do Cunha não passa de analfabeto funcional.

Ora, se a educação é um constante exercício de reflexão que busca levar o estudante ao conhecimento pleno de seu objeto de estudo, então, quanto mais complexa e aprofundada for a abordagem desse objeto mais qualificada será a escola que o abriga.

Por outro lado, tratar de forma superficial temas complexos reduzindo-os à abordagem míope imposta ideologicamente por um grupo social, nos colocará diante da escola doutrinária que em nada contribuirá para o desenvolvimento do país. Antes, ao contrário, formará legiões de mentecaptos inabilitados a nos inserir no debate dos grandes temas discutidos no mundo.

Cite-se, por exemplo, o linguista Noam Chomsky, expondo a sofisticação de sua formação intelectual quando desnuda o discurso oficial do governo estadunidense ao tentar ludibriar a diplomacia dos demais países a fim de tirar proveito nos embates comerciais. Baseado em documentos do próprio governo dos EUA, Chomsky alerta, Livre comércio é um bom termo para se utilizar nos departamentos de economia e em editoriais de jornal, mas ninguém do mundo empresarial, nem do governo(EUA) leva a sério essa doutrina.

Ora, como enfrentar esse tema se a formação for dentro dos padrões pensados por quem vê com bons olhos o projeto tucano?   Por quem acredita como verdade absoluta aquilo que está posto como ardil?

Aliás, foi essa subserviência mental que submeteu o ministro das Relações Exteriores de FHC ao vexame de tirar os sapatos no aeroporto de Nova Iorque, logo após os atentados de 11 de setembro. Não que o ministro fosse intelectualmente despreparado, mas sua mente colonizada o fez crer que aquele 'rigor' era necessário.

Portanto,mais do quedar ao país uma prova cabal da idiotice que preside nosso parlamento, a desgraçada proposta citada é uma autêntica apologia ao obscurantismo, com potencial destrutivo capaz de fazer o ensino do país retroceder a um período que o país não viveu: a Idade Média. Triste!

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