
Até o sempre ponderado André Rizek, apresentador do programa Redação SPORTV, adotou a retórica safada da Globo e desceu o malho no fato de Brasília, Manaus e Cuiabá gastarem fortunas para, provavelmente, os estádios que estão construindo transformarem-se em fantasmas após a copa.
Nessa indignação seletiva, nenhuma referência à influência de políticos e empresários nefastos como José Serra, Daniel Dantas, além do próprio Ricardo Teixeira, na composição do comitê organizador, que levou em conta mais conveniências politiqueiras do que critérios técnicos nas escolhas das sedes, daí Belém, uma das cidades que mais atrai público aos estádios em todo o país ficar de fora; Santa Catarina, com um representante na Série A e quatro na Série B, idem; e o estádio do Morumbi, precisando gastar apenas uma pequena porcentagem do que será gasto na construção do Itaquerão, também ser descartado.
Por isso, apesar de todos os problemas existentes, há uma projeção de um faturamento acima de R$120 bilhões com o evento Copa do Mundo, para um gasto em torno de R$25 bi. Claro que nem velhacos globais e nem reacionários travestidos de liberais ressaltarão esse fato e muito menos atacarão as raízes dos problemas inerentes à organização do evento, já que isto exigiria citar o cúmplice Ricardo Teixeira, responsável direto pelo favorecimento que leva a Globo ser donatária única da capitania do futebol brasileiro, isto sim, delito de lesa pátria.

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